A origem do Paradesporto

E aí, galera! É com muita alegria que eu, Maitê Spirandelli Carvalho Matheus, inauguro essa nova coluna a qual batizei carinhosamente como Paradesporto News através desse fantástico site que oferece diversos conteúdos da área esportiva sempre com muita qualidade em todas as informações. Sou formada em educação física e faço especialização em esporte adaptado e tecnologia inclusiva. Hoje vamos falar sobre a origem do Paradesporto.

Geralmente os profissionais que escolhem seguir carreira acadêmica são extremamente metódicos quanto as tais regras de normatização para elaborar qualquer texto. Fiquem tranquilos quanto a isso, pois vou abordar todas as informações dos meus textos com qualidade referências literárias. Assim, deixarei-as sempre ao final dos textos, mas farei tudo isso da melhor maneira, deixando você curioso para saber mais sobre esse fantástico mundo de potencialidades que é o Paradesporto.

Então, vamos lá, quem é apaixonado por esporte sempre procura saber a origem dos movimentos esportivos, como alguém pensou em unir nações para competir e é disso que o esporte se trata: de união entre as nações, uma atividade a qual ninguém se distingue por cor, gênero, idiomas e religiões. A única ação é poder se divertir, fazer parte da história da evolução humana entre jogos.

Partindo desse princípio eu quero agora que você imagine a seguinte situação:

Final da 2ª Guerra Mundial: em tempos de guerra sabemos a tristeza que envolve todo esse processo, pois várias vidas são perdidas em confronto e os sobreviventes se dividem entre: múltiplas lesões, amputados, lesados medulares, pós traumáticos (sequelas psíquicas onde os ex-veteranos de guerra sonham constantemente como se estivessem em combate e isso também acontece quando estão acordados). Assim, continue imaginando esses indivíduos que se tornaram deficientes durante esse processo de guerra. Como eles poderiam voltar para a sociedade, sendo que antes eles serviam o país, com toda a sua autonomia individual, sem precisar de ajuda para se vestirem, comerem, tomarem banho, locomover de um local para o outro (isso inclui sair e voltar para a cama, vaso… enfim).

Como reinserir essas pessoas que perderam sua identidade juntamente com as lesões adquiridas? Foi pensando na reinserção do indivíduo na sociedade e como forma de melhorar a qualidade de vida de cada paciente do hospital de Stoke Mandeville que o Sir Ludwig Guttmann começou a incentivar os pacientes a irem para o estacionamento do hospital de começarem a praticar atividades físicas das quais eles poderiam fazer sentados nas cadeiras de rodas. Entre as modalidades que o Sir Guttmann inseriu no tratamento desses pacientes estavam: basquetebol, tiro com arco e arremesso dardo.

Guttmann percebeu que os pacientes começaram a ter um melhor desempenho nos tratamentos. As tentativas de suicídio diminuíram (sim muitos pacientes praticavam o suicídio por não conseguirem ver valor na vida pós-lesões). Percebeu que as atividades esportivas desenvolvidas foram cruciais na recuperação e reinserção desses indivíduos na sociedade.

Agora tenho certeza que já entendeu as proporções que esse tratamento alcançou. O mundo inteiro começou a voltar os olhos para o hospital de Stoke Mandeville. Sir. Guttmann foi convidado para implantar esse método em diversos países da Europa. Depois de mais alguns anos, nos EUA, começou a surgir uma nova vertente especializada em competição. Então, a partir daí, surgiram cada vez mais equipes. Portanto, hoje temos esse movimento fantástico do Paradesporto no qual continua salvando vidas, desenvolvendo novas habilidades e capacidades. Com isso, gerando cada vez mais a promoção humana o desenvolvimento social. Novas oportunidades de trabalho para profissionais e atletas surgiram, e condições melhores para milhares de pessoas ao redor do mundo.

Um grande abraço e até semana que vem!

Referências:

Esporte Paralímpico/editores Marco Túlio de Mello, Ciro Winckler de Oliveira Filho. São Paulo: Editora Atheneu, 2012.

Iniciação ao basquetebol sobre rodas. Patricia Silvestre de Freitas. Uberlândia: Gráfica Breda, 1997.

The Paralympic Athlete, 1st edition. Edited by Yves C Vanlandewijck and Walter R. Thompson. Published 2011 by Blacwell Publishing Ltd.

Foto destaque: Reprodução/Rincon Olímpico

FONTE: http://www.radiopoliesportiva.com.br/category/colunas/paradesporto-news/