POR Rodrigo Vertulo

Vida é movimento! Esse é um ditado que talvez você conheça e concorde; mas o que dizer das pessoas com mobilidade reduzida que passam a maior parte do tempo em uma cadeira de rodas? O mesmo se aplica a elas!
O sedentarismo decorrente da baixa mobilidade é um dos principais causadores de obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares em pessoas com deficiências físicas que comprometem severamente a capacidade de locomoção destes indivíduos. Aliás, os problemas cardiovasculares são uma das principais causas de morte desse grupo de pessoas.

Pessoas que não possuem deficiências podem se exercitar em qualquer tipo de academia, em vias públicas ou parques. Contudo, para os deficientes, as academias não são uma opção viável por normalmente não possuírem uma infraestrutura adequada. Além disso, as vias públicas e parques nem sempre apresentam boas condições de acessibilidade.
Desse modo, as pessoas com baixa mobilidade ficam normalmente restritas aos centros de reabilitação e clínicas especializadas. O problema é que essas opções forçam essas pessoas a se sentirem como doentes o que é muito frustrante.

O simulador é formado por um par de aros móveis que são acoplados à cadeira de rodas da pessoa por meio de presilhas especialmente desenvolvidas que dão a esses aros a capacidade de girarem mantendo o usuário com sua cadeira no mesmo lugar. Os aros móveis são conectados a um dispositivo eletrônico, semelhante a um console de videogame, que exibe em qualquer aparelho de televisão imagens de um ambiente 3D criado digitalmente.

Esse ambiente pode simular, por exemplo, uma pista de corridas que a pessoa deve percorrer no menor tempo possível girando os aros móveis. O sistema possui sensores que permitem que o ambiente digital 3D perceba o giro dos aros dando a impressão ao usuário de estar circulando dentro do mesmo. Além disso, o simulador conta com o recurso de force feedback, também conhecido como Interface Háptica, que é uma tecnologia que permite que a pessoa sinta no mundo físico variações que ocorrem no ambiente virtual.
No caso do HapHoop o usuário sente uma maior ou menor resistência ao giro dos aros móveis de acordo com o tipo de terreno que está sendo apresentado no ambiente 3D. Esses recursos propiciam uma grande imersão na atividade física, tornando-a divertida e atraente.
Existe um vídeo explicativo sobre o HapHoop que demonstra o projeto em funcionamento. O vídeo pode ser acessado no endereço:
O HapHoop está participando do concurso BeDream que poderá alavancar o mesmo tornando-o realidade para milhares de pessoas. Para isso seu voto é muito importante e poderá ser feito até o dia 04/07/2016. Para dar seu voto e apoio ao projeto acesse o endereço: http://fund.bedream. me/projects/1412
ATUALIZADO 05/07

Agora, não importa o que a banca de curadores da patrocinadora irá dizer… eu prometo que o projeto HapHoop não vai acabar. 🙂
Agradeço muito, de coração, a todos vocês.