No final do primeiro episódio da série “Diagnóstico” que está disponível na Netflix eu me arrepiava ao escutar as demandas de vida que a garota sem diagnóstico tinha e ao final chorei de emoção (não contarei o fim, juro!). Prometo não dar spoiler, mas não vou economizar na hora de recomendar que nós profissionais de saúde vejamos essa série para “refrescar” nossas memórias sobre a responsabilidade que temos com as pessoas que depositam em nós suas expectativas e vidas, suas chances e sua vontade de continuar participando do mundo. “Vestir a camisa” de um paciente, de uma família, estar com eles buscando um caminho e procurando compreender suas dores (físicas e emocionais) é o que nos comprometemos a fazer na hora que escolhemos nosso caminho profissional.

Nesta série, com a ajuda do público da internet, a doutora Lisa Sanders busca diagnósticos para doenças misteriosas nessa série baseada em sua coluna no jornal The New York Times. E veja que fantástico: trocando informações através da internet ela gera investigação e uma rede de ajuda ao diagnóstico! Fantástico! Assista o Trailer abaixo:

Mas para nós, terapeutas, essa série pode nos lembrar do nosso importante papel diante o desejo de funcionalidade e inclusão. A perspectiva que as pessoas (mesmo as sem diagnóstico!) querem viver, participar, se sentirem incluídas. E temos como reabilitadores tantas ferramentas para isso, não é? Como terapeuta ocupacional fico imaginando como poderia ser importante o trabalho da reabilitação nesses contextos.

Eu ainda vou começar o segundo episódio, mas já no primeiro pude perceber (mais uma vez!!) o quanto é fundamental para a felicidade das pessoas poder se envolver em suas vidas, em suas ocupações. Elas querem um diagnóstico porque precisam retomar suas vidas onde acontecem os seus papéis de mãe, de filha… , vida onde acontece suas atividades, suas relações…. 💜

Fonte: http://www.reab.me/dica-de-serie-diagnostico/