
Nasceu com baixa visão, ficou cego ainda nos tempos da faculdade, quando contou com apoio dos colegas que gravavam livros para que ele pudesse estudar e isso fez toda diferença em sua vida impulsionando sua formação.
Estagiou enquanto acadêmico de Direito como auxiliar de Juiz, um estímulo para prestar concurso público para o Ministério Público Federal, onde exerceu a carreira de Procurador por 18 anos até ter sido nomeado pelo Presidente da República em 2009, tornando-se o primeiro juiz cego da história do Brasil, Desembargador Federal do Trabalho, em Curitiba.
Participou ativamente como relator durante a elaboração da Convenção das Pessoas com Deficiência pela ONU, finalizada em 2007, e na elaboração da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), está dando oportunidade à quebra de barreiras para que outras pessoas possam seguir os caminhos da inclusão social e respeito à cidadania.
– A luta é coletiva, podem até dizer que você não é capaz, mas temos que brigar e buscar o Ministério Público, pois ele tem papel fundamental para o cumprimento desta lei e cabe às pessoas com deficiência unirem forças em busca dessas conquistas. A deficiência não está nas pessoas que tem uma limitação física, auditiva, visual ou mental, mas sim, nas barreiras que se impõem ao livre acesso à cidadania, sejam estas barreiras, de atitudes, tecnológicas, sociais, de transporte ou de comunicação.
– Podem até dizer que você não é capaz. Tenho muito orgulho de dizer que fui o primeiro juiz cego e temos que brigar por esta causa, cobrar da esfera pública e privada por direitos muitas vezes deixados para trás. Não é fácil, mas a união faz a força e muito tem sido feito para tal, explicou Dr. Ricardo.
Autor de diversos artigos escreveu o livro: “O Trabalho da Pessoa com Deficiência e a Lapidação dos Direitos Humanos”.
Ao final da palestra, apesar de cansado, cantou junto com o auditório lotado, deixando a plateia presente ao Tribunal da Justiça do Estado de Sergipe com a sensação de que muito tem se conquistado, mas há muitos caminhos ainda a serem abertos, não somente pelos governantes, mas por toda sociedade.
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Fonte: www.portalpcdonline.com.br











































